Circuncisão Masculina E Prevenção Do HIV Print E-mail
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As pesquisas recentes sugerem que a circuncisão masculina pode ser um meio custo-eficaz para reduzir as taxas de infecção do HIV, especialmente em epidemias generalizadas nas quais mais de 1% da população vive com HIV/AIDS.

Em dezembro de 2006, o National Institutes of Health (NIH) divulgou conclusões de dois estudos que mediram os efeitos da circuncisão masculina sobre a redução do risco de transmissão de HIV entre homens que mantêm relações heterossexuais. Os estudos, que examinaram cerca de 8.000 homens de 18 a 24 anos de idade em Kisumu, Quênia, e Rakai, Uganda, descobriram que a circuncisão masculina reduzia o risco, por parte de homens, de contrair HIV através de relação sexual vaginal em até 53%. Os estudos corroboraram conclusões de um estudo anterior na África do Sul que reportou reduções de até 60%.

Resultados preliminares de um teste concomitante em Rakai de homens recém-circuncidados indicam que parceiras HIV negativas podem correr um risco maior de infecção se tiverem relações sexuais antes de a ferida cirúrgica sarar completamente.

Essas conclusões e hiatos das pesquisas ressaltam a necessidade de proceder cautelosamente ao considerar a circuncisão masculina como proteção contra a infecção por HIV.

UMA REDUÇÃO DA INFECÇÃO DE 50% A 60% NÃO SIGNIFICA 100%

As mensagens da saúde pública devem enfatizar que a circuncisão masculina não oferece proteção completa contra o HIV e continuar a promover um comportamento sexual seguro e o uso eficaz de todas as formas de prevenção (ver abaixo). Homens circundados - e seus parceiros, tanto homens como mulheres - devem ser claramente informados a respeito dos riscos da relação sexual antes de sarar o ferimento cirúrgico.

DEVE CONTINUAR O INVESTIMENTO EM UMA PREVENÇÃO ABRANGENTE

A prevenção da transmissão do HIV deve ser a meta principal, incluindo os seguintes meios:

  • Orientação sobre HIV e teste do mesmo
  • Camisinha masculina e feminina
  • Educação abrangente sobre a sexualidade
  • Programas e políticas para promover a igualdade de gênero e o sexo seguro
  • Agulhas limpas e redução de danos
  • Profilaxia pós-exposição
  • Métodos de barreira cervical, microbicidas e vacinas, à medida que se tornarem disponíveis
A CIRCUNCISÃO MASCULINA DEVE SER VOLUNTÁRIA

Os serviços devem ser confidenciais e baseados em escolha informada e livre e devem ser prestados ao custo mínimo possível É também importante a sensibilidade ao contexto cultural e religioso que envolve a circuncisão masculina.

CONDIÇÕES SEGURAS E SANITÁRIAS SÃO ESSENCIAIS

As pessoas que fazem a cirurgia devem ser treinadas, ter a seu dispor e utilizar equipamento esterilizado, seguir procedimentos de consentimento informado e proporcionar aos pacientes cuidados de acompanhamento e informação abrangente, incluindo instruções sobre cuidados pós-operatórios e uso da camisinha.

AS NECESSIDADES DE RECURSOS DISPONÍVEIS DEVEM SER CUIDADOSAMENTE AVALIADAS

O pessoal treinado e os recursos limitados não devem ser desviados de prioridades igualmente prementes. Entre estas figuram serviços de saúde sexual e reprodutiva, os quais continuam a ser subfinanciados e estão fora do alcance de muitas mulheres e meninas.

OS PROGRAMAS DE CIRCUNCISÃO OFERECEM UMA OPORTUNIDADE IMPORTANTE PARA INFORMAR OS HOMENS SOBRE DIREITOS E SAÚDE SEXUAIS E REPRODUTIVOS

Os serviços para a circuncisão masculina e programas correlatos devem, por exemplo, desencorajar casamentos de mulheres jovens com homens mais velhos, promover a tolerância zero de coerção sexual e violência contra meninas e mulheres e incentivar os homens a respeitar e apoiar os direitos e necessidades de saúde de suas parceiras. Deve-se incentivar os homens e seus parceiros, tanto mulheres como homem, a se absterem de relações sexuais pelo menos um mês após a cirurgia.

É NECESSÁRIA MAIS PESQUISA PARA VERIFICAR OS IMPACTOS SOBRE PARCEIROS SEXUAIS, TANTO MULHER COMO HOMEM, DE HOMENS CIRCUNCIDADOS

Estudos ainda não avaliaram completamente o impacto da circuncisão masculina sobre as parceiras e/ou parceiros de homens que estão sendo monitorados; nem tampouco sobre homens circuncidados que mantêm relações sexuais com homens ou não-vaginais. Está em andamento em Uganda um teste sobre os impactos de longa duração da circuncisão masculina, com resultados previstos para 2008.

PARA OBTER INFORMAÇÕES MAIS DETALHADAS:

Estudos sobre a circuncisão masculina e a transmissão do HIV
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0034-89102003000500022&lng=en&nrm=iso
http://www.aidsportugal.com/article.php?sid=7470

Recomendações de políticas e implicações
http://www.aidsportugal.com/article.php?sid=7421

A mulher e o HIV/AIDS
http://www.iwhc.org/docUploads/compact%5Fpr0806.pdf
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